segunda-feira, 9 de março de 2015

O Assassinato do Deputado Souza Filho em 1929!

Uma das artérias mais propulsoras na cidade de Petrolina é, sem duvida, a Av. Dr. Souza Filho.  Mas, quem foi Souza Filho?
 

Acreditamos que boa parte da população petrolinense desconheça o epigrafado acima, notadamente a população economicamente ativa.
 

 Não temos a pretensão de mostrar a biografia do ilustre petrolinense, mas enfocar algumas curiosidades sobre nosso conterrâneo.

Era filho de D. Neném/ Manoel Francisco de Souza Júnior, primeiro prefeito de Petrolina. O Dr. Souza  Filho foi o primeiro filho  de Petrolina a se tornar parlamentar em dois estado da federação brasileira.  Estudou no colégio Carneiro Leão na capital baiana e quando cursava o 5º ano de Direito, iniciou-se na política, elegendo-se deputado estadual  pela Bahia. Montou uma banca de advocacia e gozava de alto prestígio como criminalista. 

Não terminou  o  mandato na Assembleia da Bahia, pois em atendimento aos seus amigos e conterrâneos, elegeu-se deputado estadual por Pernambuco.  Foi o primeiro petrolinense a colar grau em Direito, como também, a conquistar cadeira na assembleia pernambucana. 





Foi procurador Geral da Justiça de Pernambuco com brilhante atuação. Chegou à Câmara Federal  sendo eleito  pela primeira vez em 1921, com votação acima de 7.000 votos, sendo também o primeiro petrolinense a ser deputado federal (sempre reeleito).

Teve destacada atuação  na política nacional. Prestou grandes serviços ao seu partido político em pleitos inesquecíveis na cidade de Recife.
 

No parlamento federal  no Rio de Janeiro, notabilizou-se pela brilhante e destemida oratória com independência política. Foi um dos defensores da candidatura do Dr. Arthur Bernardes à presidência da República. 



Convocou os militares e civis a se manifestarem, dentro dos parâmetros assegurados pela constituição brasileira. (Obteve do governo central isenção dos tributos alfandegários para enorme bagagem trazida da Europa por D. Malan, constituída de quadros da via sacra, sinos, cálices, paramentos, vitrais, estátuas -  tudo para a igreja em construção).

Foi um deputado respeitado, pela sua erudição. Foi a voz de Petrolina na Câmara a defender e acusar ideias à época. Era chamado de Leão do Norte pelos seus pares da época. Bem afeiçoado, vestia-se com elegância. Apesar do seu estilo aristocrático, não abria mão da intimidade com o povo - razão dos seus mandatos.  





Era o pai de Dona Maria de Lourdes  Padilha  de Souza, sua única filha que estudava  em Paris no colégio e internato SION  e que foi casada com Dr. Cícero Luz, um dos primeiros médicos de Petrolina. Dona Maria de Lourdes era mãe da Profª Marta Luz e de outros filhos, inclusive, do  conhecido Engº Agrº Marcos Luz.

O deputado federal Dr. Souza Filho aos 43 anos foi  assassinado na Câmara Federal no Rio de Janeiro,  pelo ex-ministro Simões Lopes,  deputado pelo Rio Grande do Sul.  Assim se calou uma das vozes mais  empolgantes,  uma das  mocidades mais combativas que o parlamento nacional já teve.




À época, o jornal “O Malho” do Rio de Janeiro fez ampla reportagem, sobre o assassinado do Dr. Souza Filho, o petrolinense combativo.
 

Eis uma das manchetes do periódico –“ A nação está de Luto” – O parlamento brasileiro acaba de ser teatro de uma tragédia sem precedente na sua história.”

O corpo do nosso conterrâneo, primeiro petrolinense a colar grau em Direito na Bahia, o 1º petrolinense a  ser eleito deputado em dois estados da federação brasileira, Bahia e Pernambuco, foi levado do Rio de Janeiro até a cidade mineira de Pirapora, descendo o Rio São Francisco para  sua terra natal, Petrolina, onde foi  sepultado na presença de grande multidão.
                                                                                                        

 Texto de Malan Calazans

Texto de Malan Calazans obtido no Blog do Geraldo José ==> http://geraldojose.com.br/index.php?sessao=noticia&cod_noticia=48973h





Câmara dos Deputados no período de 1946 a 1960.

Após a promulgação da Constituição de 1946, a Constituinte transformou-se em Congresso ordinário e a Câmara dos Deputados permaneceu no Palácio Tiradentes. 

Com deputados eleitos por vários partidos, tornou-se o espaço por excelência de manifestação da diversidade política do país.

Enquanto a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) dominavam o cenário parlamentar, outras agremiações como o Partido Republicano (PR) e o Partido Comunista Brasileiro (PCB) lutavam para veicular suas idéias e propostas.

A Câmara dos Deputados passou a viver então aquela que muitos analistas apontam como a fase áurea do parlamento brasileiro, um período no qual as principais correntes políticas se faziam representar por oradores brilhantes em confrontos constantes.

Essa concepção, no entanto, vem sendo questionada pela historiografia contemporânea, que procura apontar os limites dessa idealização democrática. Embora o país tenha efetivamente conhecido uma era de convivência entre correntes divergentes, havia limitações à participação popular no processo político e era patente o temor das elites diante da mobilização das massas.
   
Nesse sentido, a trajetória do Partido Comunista, que foi legalizado em 1945 e teve seu registro cassado em 1947, serve como síntese dos impasses vividos pela política brasileira nessa fase conhecida como a da redemocratização.



O presidente norte-americano Harry Truman discursa na Câmara dos Deputados durante sua visita ao Brasil em 1947. À sua esquerda estão o senador Melo Viana e o presidente Eurico Gaspar Dutra. Arquivo Nacional - Arq. Agência Nacional. 




Afonso Arinos faz um aparte em sessão da Câmara dos Deputados no ano de 1953, tendo ao seu lado os deputados Mário Martins e Flores da Cunha. FGV / CPDOC - Arq. Afonso Arinos. 


Deputados da bancada comunista em sessão da Câmara dos Deputados realizada em 1947. Na primeira fila, Jorge Amado, Oswaldo Pacheco, Maurício Grabois e João Amazonas. Arquivo Nacional - Correio da Manhã.
 

No célebre registro fotográfico de Ibrahim Sued, o deputado Otávio Mangabeira beija a mão do general norte-americano Dwight Eisenhower em sessão solene na Câmara dos Deputados realizada em 1946. Arquivo Nacional.  


Aliomar Baleeiro, reconhecido por seus contemporâneos como um dos maiores oradores de sua geração, discursa na Câmara dos Deputados. Arquivo Nacional - Arq. Correio da Manhã. 


O deputado Carlos Lacerda pronuncia um inflamado discurso na Câmara dos Deputados. Arquivo Nacional. Arq. Correio da Manhã. 


 Juscelino Kubitshek é empossado na presidência em cerimônia realizada na Câmara dos Deputados. Arquivo Nacional. Arq. Correio da Manhã. 

Fonte:  http://www.alerj.rj.gov.br/memoria/exposicao/roteiro/10.html 

Estrada de Ferro Leopoldina - Documentario dos Anos 1950

Neste vídeo, produzido por Jean Manzon na extinta produtora Atlântida, é descrita a situação crítica em que se encontrava a Estrada de Ferro Leopoldina e a sua renovação, com compra de novas locomotivas e carros (vagões), remodelação das linhas e investimentos diversos. 

Cenas raríssimas da ferrovia e dos locais a que ela atendia fazem deste vídeo mais um daqueles clássicos imperdíveis.
 

Agradecimentos ao escritor e pesquisador ferroviário Hugo Caramuru pelas imagens, obtidas pelo mesmo e cedidas a Trilhos do Rio.


Fantástico Passeio ao Rio de Janeiro de 1955 em Vídeo.

Em nossas garimpagens na busca de coisas antigas de nosso querido Rio de Janeiro quase sempre nos deparamos com relíquias surpreendentes.
Numa dessas buscas encontro um filmete colorido nos lembrando um pouco de como era o nosso Rio de Janeiro no ano de 1955

Esse Filme é uma preciosidade e nos mostra em 8 minutos e 17 segundos imagens de puro encanto, nostálgico e emocionante.
 Veremos as praias, o Pão de Açúcar, o centro da cidade seus bondes, prédios, ônibus e automóveis, O velho Palácio Monroe, e especialmente o nosso carnaval com o carnaval das ruas, suas escolas de samba, suas grandes sociedades e os diversos bailes da cidade maravilhosa e por fim veremos o nosso adorado Cristo Redentor.
Vale a pena assisti-lo integralmente, afinal, Recordar é Viver e se Emocionar!


O Rio de Janeiro de 1938 em Vídeo.

Em nossas garimpagens na busca de coisas antigas de nosso querido Rio de Janeiro quase sempre nos deparamos com relíquias surpreendentes.
Numa dessas buscas encontro um filmete em preto e branco  nos lembrando um pouco de como era o nosso Rio de Janeiro dos anos 1930, especificamente no ano de 1938.

Esse Filme é um achado fantástico. E são 10 minutos e 10 segundos de puro encanto em imagens nostálgicas e emocionantes.
Vale a pena Assisti-lo integralmente, afinal, Recordar é Viver e se Emocionar!


Rio de Janeiro dos anos 1930 - Vídeo

Em nossas garimpagens na busca de coisas antigas de nosso querido Rio de Janeiro quase sempre nos deparamos com relíquias surpreendentes.
 
Numa dessas buscas encontro um filmete em cores  nos lembrando um pouco de como era o nosso Rio de Janeiro dos anos 1930.

Esse Filme é Uma Pérola. E são 3 minutos e 16 segundos de puro encanto em imagens nostálgicas e emocionantes.
Vale a pena Assisti-lo integralmente, afinal, Recordar é Viver e se Emocionar!


quarta-feira, 4 de março de 2015

Em vídeos - A copa do Mundo de 1950

Em nossas garimpagens na busca de coisas antigas de nosso querido Rio de Janeiro quase sempre nos deparamos com relíquias surpreendentes.

Numa dessas buscas encontro alguns vídeos nos lembrando um pouco do que foi a Copa do Mundo de 1950.

Vale a pena Assisti-los integralmente, afinal, Recordar é Viver e se Emocionar!

E aqui cabe um dado muito pessoal: Eu não estava aí respirando, mas estive presente no útero de minha mãe. Eu já nasci com essa dor no peito, mas esse peito vibrou de emoção ao ver o Brasil pentacampeão Mundial de futebol.